Estudos e Pesquisa

O conhecimento científico passou (e ainda passa) por diversas transformações ao longo da História. Não só as metodologias se modificam, como também o que se entender por função social da Ciência e da Universidade. A pesquisa científica é uma forma de construir e explorar o conhecimento, partindo de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas. Desenvolver uma pesquisa exige, então, que o pesquisador busque referenciais teóricos, avançando para além das ideias comuns e mesmo daquilo que é discutido em sala de aula.

Importante salientar que o conhecimento científico não está isento de valorações apenas por seguir métodos pré-estabelecidos (os moldes para se atingir a “verdade”). Toda construção de conhecimento carrega os valores e valorações de quem o produz e para quem o produz. No entanto, este fato não invalida a produção de conhecimento, a enriquece.

Para o tripé universitário (Ensino, Pesquisa e Extensão), a Pesquisa representa o aprofundamento técnico e crítico sobre seu objeto. Um mesmo tema será explorado de formas diferentes por cada um desses setores da Universidade, embora por vezes se cruzem. Aliás, este é o intuito: o tripé funciona quando todas essas abordagens confluem para a construção do conhecimento.

A Pesquisa representa uma importante ferramenta de compreensão e sistematização de fenômenos, tanto físicos como sociais. No caso do Direito, ela é um importante termômetro de quanto as formalidades do Estado absorvem das demandas sociais e quanto ainda falta para que o ordenamento jurídico e todas as formas de controle social consigam conviver com a diversidade que se apresenta com cada vez mais força no corpo social.

Se você tem vontade de pesquisar, mas não tem um tema em mente, grupos de estudo, pesquisa e extensão podem ser um bom ponto de partida. Aproximar-se de discussões teórico-políticas e buscar referências bibliográficas também colocam o aluno em contato com diversos temas. Se você já tem um tema em mente, o ideal é procurar professoras e professores da área para que esta(e) examine a viabilidade do tema e dê orientações iniciais para a pesquisa.

Como começar:

Se o aluno tem vontade de pesquisar, mas não tem um tema em mente, grupos de estudo, pesquisa e extensão podem ser um bom ponto de partida. Aproximar-se de discussões teórico-políticas e buscar referências bibliográficas colocam o aluno em contato com diversos temas.

Se o aluno já tem um tema em mente, o ideal é que ele procure um professor da área para que este examine a viabilidade do tema e dê orientações iniciais.

O projeto:

  • O tema

Em muitos casos, o tema é o ponto de partida. Desde o início de uma pesquisa é importantíssimo que haja identificação do estudante com o tema do seu trabalho. Um tema pode surgir de várias formas, desde uma discussão em sala de aula ou com outros colegas, ao ler artigos ou livros, ao participar de Assembleias, grupos, discussões virtuais. Qualquer assunto que desperta interesse, curiosidade e/ou indignação pode ser tema de pesquisa.

  • O orientador

Fazer pesquisa não necessariamente exige um orientador. Mas para quem começa e/ou quer bolsas de fomento, é indispensável que alguém com experiência em pesquisa auxilie e oriente o trabalho.O orientador deve ter conhecimento da área a ser pesquisada (ou, no mínimo, muita boa vontade de aprender sobre o assunto ao longo do processo de orientação). Ele tem como função apontar caminhos metodológicos e teóricos para o aluno, levantando bibliografia, construindo roteiro para o desenvolvimento da pesquisa e sugerindo a pertinência de certos pontos da pesquisa. Uma orientação pode surgir de um convite do professor, mas o aluno interessado deve buscar o professor sobre a possibilidade de orientação. Não tenham medo, o máximo que pode ocorrer é o professor recusar, por desconhecer o assunto ou por já estar muito atarefado.

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