Extensão Universitária

A Extensão é a parte mais negligenciada da Universidade brasileira, em especial das estaduais paulistas, e suscita grandes divergências teóricas. Em teoria, a Extensão é a ação que ultrapassa os muros da Universidade. A partir disso, pode-se entender que qualquer prestação de serviço já representa uma Extensão; ou que somente é Extensão a iniciativa que construa conhecimento com o contato externo.

A Extensão popular ou comunicativa entende a Extensão como a parte do tripé Universitário que busca compreender na prática os fenômenos que se estuda e pesquisa. Busca no contato direto com as populações oprimidas entender aquela opressão específica e buscar alternativas que a eliminem. Busca no conhecimento popular contribuições para o conhecimento científico formal. Busca a emancipação – intelectual, social e política – dessas populações. Nesse entendimento, a Universidade, em especial a pública, tem um dever social com a população que a financia e enxerga como válido o conhecimento científico construído a serviço dessa mesma sociedade.

Formalmente, tudo que não se enquadra como Ensino ou Pesquisa é considerado Extensão. Na prática, isso significa que qualquer prestação de serviço é considerado Extensão. Mesmo que haja financiamento por particulares e toda a construção de conhecimento se dê para benefício desses financiadores – o que muitas vezes representa interesse oposto ao da sociedade em geral. Além do problema ideológico do conceito de “Extensão”, grupos que têm funções diferentes dentro da Universidade (o que não quer dizer que um seja melhor que o outro) acabam disputando as mesmas verbas. Dessa forma, os grupos que buscam a transformação social, a emancipação das populações oprimidas, o reconhecimento do saber popular e da importância do respeito ao protagonismo nas questões sociais, que dificilmente receberiam incentivos particulares, encontram dificuldade em manter suas atividades, já que o fomento é dividido entre grupos com atividades não correspondentes.

Mas o que importa é salientar a importância das Extensões, todas elas, para a construção do conhecimento crítico, para a formação profissional dxs estudantes, para que a Universidade pública cumpra com sua função social. Os grupos de extensão são cenário de articulações políticas, estudos aprofundados, aplicação concreta de conhecimentos teóricos, contato direto com setores da população que muitos não teriam de outra forma. A Extensão é talvez o tripé mais necessário e, de longe, o mais desvalorizado. E só depende de nós estudantes para que essa realidade se torne passado. Tornem-se extensionistas, tornem-se universitários comprometidos, críticos e humanos.

GRUPOS DE EXTENSÃO
ABU
AIESEC
Atlética
Biblioteca Viva
CJS
CPC
EJUR
GAPAF
GARI
GEDE
GEDES
Gênero
GEPAC
GEPEC
GINGA
GOU
Margarida
NATRA
NECONST
NEDA
NETPDH
Rotaract Club
SEU