Sobre

Cursar Direito na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UNESP em Franca tem diversas particularidades. Claro que são exatamente essas particularidades que permeiam as memórias de todos que por aqui passaram. Ninguém lembra da primeira vez que abriu um Vade Mecum, de quando descobriu que aquele símbolo esquisito significava “parágrafo” ou ainda do que caiu na primeira prova de Direito Empresarial que fez. Para o aluno unespiano, tudo isso é um horror!

Ser Direito UNESP é ter caráter humanista, vontade de debater questões sociais e políticas proporcionando uma visão crítica sobre a ciência jurídica. A possibilidade disso é dada tanto dentro da sala de aula quanto fora dela, através dos grupos de extensão universitária e da pesquisa acadêmica. Ambas as atividades e o contato com os outros cursos do campus, História, Serviço Social e Relações Internacionais, aproximam o estudante de Direito de outros pontos de vista e de debates mais profundos.

No campus de Franca, o contato com origens diferentes é muito natural, devido ao caráter interiorano da cidade. Encontram-se alunos tanto da própria Franca quanto do Acre, o que fortalece laços e o sentimento de comunidade. Devido ao número não muito grande de alunos, sempre há conhecidos com quem almoçar no restaurante universitário, voltar pra casa ou discutir sobre assembleias de campus.

A cidade de Franca, por sua vez, é conhecida pela grande variedade e qualidade de lugares para comer, mesmo que em horários reduzidos, por ser a cidade mais mineira do estado de São Paulo e a com o maior número de quermesses por ano. Passear por ela é, com certeza, umas das atividades mais imprevisíveis e radicais da graduação, seja por causa do trânsito ou do tempo. Aliás, o mais inegável de todos os seus atributos é a beleza do céu do final da tarde. Franca também é conhecida pela produção de sapatos.

Aqui, a graduação é ambiente de ação social e política. É um espaço tanto de construção pessoal, quanto de construção de um projeto de universidade pública acessível e de qualidade, de luta que ponha em prática o debate teórico. Operar o Direito não nos é suficiente. É preciso entendê-lo e transformá-lo para que atenda às mudanças sociais, combata a exclusão e garanta, de fato, direitos.