III SEMINÁRIO DE SEXUALIDADE, GÊNERO E DIREITO

Nos dias 3, 4 e 5 de outubro aconteceu, no Anfiteatro I da UNESP Franca, o “III Seminário de sexualidade, gênero e direito”, realizada pela Gestão 2015/2016 “MARIA MARIA” do Centro Acadêmico de Direito André Franco Montoro.

Neste ano optamos por falar de temas que normalmente são esquecidos dentro do ambiente universitário (e não só dele), e por isso desenvolvemos o evento sob os eixos de “Violência contra a mulher”, “Visibilidade lésbica” e “Maternidade”, assuntos que antes nunca foram tratados de forma direta dentro de nosso ambiente universitário; além disso, para incluir as mães nesse espaço tão importante, criamos nossa “CRECHE”, um pequeno espaço com brinquedos, almofadas, lápis de cor e papel, para as crianças passarem o tempo das palestras, e as mães poderem efetivamente participar desse espaço.

O primeiro dia (03/10), sob o eixo de “Violência contra a mulher” contou com a participação das palestrantes Daiara Gabriel (estudante de história, Coletivo Afrontar), Nalu Faria (Sempreviva Organização Feminina, Marcha Mundial das Mulheres) e Giulianna Ruiz (psicóloga), para tratarem mais afundo dos temas de violência contra a mulher negra, cultura do estupro, mercantilização dos corpos femininos, prostituição, relacionamentos abusivos, saúde mental.

No segundo dia (04/10), o eixo foi sobre “Visibilidade lésbia”, com a participação na mesa de Fernanda Almeida (estudante de Serviço Social, Coletivo Luana Barbosa) e Aline Aguiar (militante lésbica), para tratarem sobre lesbofobia, visibilidade lésbica, aspectos jurídicos, lesbofeminismo, a mulher negra, lésbica e mãe.

No último dia (05/10), o tema central do debate foi “Maternidade”, contando com as palavras de Karol Marchetti (estudante de doulagem, PREMAF), Mayara Custódio (obstetriz) e Adelita Monteiro (doula, PREMAF), que fecharam nosso evento com os temas de maternidade, mães no movimento feminista, violência obstétrica, humanização do parto, indústria do parto.

O evento foi um sucesso, sempre com o espaço lotado e com ampla participação dos ouvintes, além de ser muito emocionante por tratar de assuntos tão delicados e ao mesmo tempo tão necessários, que são apagados dos debates acadêmicos e no cotidiano como um todo.